Se você buscar apenas por relevância nos negócios, irá fracassar com as pessoas da sua organização!

Habilitando lideres para agilidade organizacional

Se você buscar apenas por relevância nos negócios, irá fracassar com as pessoas da sua organização!


https://medium.com/@ewerton.vrsantos/se-você-buscar-apenas-por-relevância-nos-negócios-irá-fracassar-com-as-pessoas-da-sua-sua-8e05147368b6


O psicanalista Marcos Wagner e eu, participamos do evento jornada colaborativa e falamos da importância de um ambiente psicologicamente seguro e do cuidado com as pessoas, quando se busca por agilidade nos negócios.

Os fatores que levaram à escolha do tema foram:

  1. A preocupação com o aumento dos casos de burnout nas empresas e nos profissionais de tecnologia e gestão.
  2. A observação de lideres que, em nome da competitividade e da busca por relevância no mercado, não consideram o impacto da mudança na vida das pessoas e permanecem distantes.
  3. A interpretação leviana de que a Business Agility é apenas uma nova prática, que resulta apenas na otimização de resultados de negócios.

Um cenário competitivo e incerto

As organizações estão numa disputa frenética para saber quem faz mais rápido, barato e melhor. Enquanto os profissionais dessas empresas sofrem por insegurança e pela instabilidade dos novos tempos do mercado.

O ser humano não foi preparado para lidar com a mudança na mesma velocidade que os negócios necessitam. E lideres desatentos a isso, pagarão um preço alto por escolhas assimétricas, com olhar apenas no business.

A imagem abaixo, retirada de nossa palestra sobre o tema, mostra exatamente isso, enquanto empresas se desenvolvem e disputam o topo, pessoas estão sendo impactadas todos os dias, por excessos de trabalho, pela falta de propósito das empresas e por serem parte de uma geração que necessita de conexão real entre seus valores pessoais frente aos organizacionais.

Foto do retirada da palestra: o lado psicológico da Business Agility — 20/06/2020

“Empresas de todos os tamanhos estão lutando para se manterem relevantes aos olhos dos seus clientes e sociedade.” Business Agility Institute

A business agility

Destravar a organização e habilitar a agilidade nos negócios tem sido o desejo das lideranças. Entretanto, a falta de sensibilidade sobre o comportamento das pessoas diante da mudança, tem levado muitas transformações ao fracasso.

As pessoas estão frustradas com as tentativas da mudança em torno do que estamos chamando de “movimento transformacional com efeito placebo”, muito gasto de energia para pouco valor de fato. Sem impacto aos olhos dos clientes e sociedade.

Isso mesmo, clientes e sociedade só perceberão a mudança positiva nos produtos e serviços se as pessoas forem colocadas em primeiro plano.

Se você observar apenas do ponto de vista dos negócios, bastam poucos meses diante de uma pandemia, como a COVID-19, para ver quem sobrevive num mercado turbulento e quais empresas deixarão de existir por estarem fragilizadas e sem a mínima capacidade de conviver com os riscos. Isto é, sem considerar os pequenos e corajosos empreendedores que já passam apertos em condições normais, imagine em plena crise, afinal, empreender no Brasil é hard.

Turbinar os negócios sempre foi o desejo de qualquer empresa. Esta visão de foco demasiado nos negócios sem considerar as pessoas é resultado de uma herença cultural fortemente enraizada.

Então qual a diferença entre o que acontecia antes e o que acontece agora com esse novo desejo por Business Agility?

Neste momento, estamos vivendo um período da compreensão da Business Agility sob a narrativa individualizada.

No passado, lutamos muito para que o foco da agilidade fosse nas pessoas e na criação de um ambiente seguro, que alavancasse o pragmatismo dos negócios a partir do propósito, das relações e dos individuos motivados. Mas com o passar do tempo, fomos estudando mais sobre negócios, mais sobre os movimentos políticos organizacionais e não percebemos que, ficamos bons demais em aprender hábitos antigos e nos distanciamos do que realmente importa.

Aos poucos ficamos mais competitivos, passamos a estudar tudo a qualquer custo, semelhantemente a estas empresas que hoje sofrem por não sustentar suas estruturas complicadas, tudo isso, só para ver quem se destaca no meio da multidão.

Ficamos durante anos, numa concorrência de ideologias, afinal “a minha prática X é melhor que a sua prática Y e o seu jeito de fazer”. Tudo em nome da relevância.

O que está acontecendo agora …

Os erros se repetem diante da compreensão e o desejo equivocado, sobre o que é relevante.

A palavra relevância vem de relevo e significa tornar algo distinto em comparação aos demais. Se uma empresa está em relevo é porque outras estarão no vale.

Veja a foto abaixo que apresentamos na palestra, cada prédio maior e mais bonito que outro, imponentes, saltam aos olhos de todos.

Se você observar essa foto é possível identificar apenas a concorrência de espaços por prédios majestosos, mas não se nota a presença das pessoas, que se movimentam entre elas. Esta é a analogia que fazemos sobre distanciamento da liderança e suas decisões assimétricas.

Foto do retirada da palestra: o lado psicológico da Business Agility — 20/06/2020

Se você observar essa foto é possível identificar apenas a concorrência de espaços por prédios majestosos, mas não se nota a presença das pessoas, que se movimentam entre elas. Esta é a analogia que fazemos sobre distanciamento da liderança e suas decisões assimétricas.

Nessa perspectiva, as pessoas parecem pequenos detalhes, dentro da infinidade dos desejos de negócios. O que fará a diferença é a escolha entre adotar a agilidade, apenas como aceleração ou buscar pela compreensão da mudança sob o panorama do individuo em estágio mais profundo das incertezas.

Como diria o psicanalista Marcos Wagner:

“Diante das grandes mudanças, não cuidamos das pessoas numa abordagem massificada e sim quando olhamos cada individuo”.

Se a sua empresa está buscando agilidade dos negócios sem considerar as pessoas, vale lembrá-los do Simon Sinek.

100% dos clientes são pessoas, 100% dos funcionários são pessoas, se você não entende de pessoas, você não entende de negócios.

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Eu sou o Ton e passei anos tentando compreender como atuar com mais simetria entre as organizações, os resultados e as pessoas inseridas em contexto de transformação ágil e digital. Nos últimos anos tenho dedicado meu tempo de estudos, na gestão e no impacto do estresse em agentes de mudanças, ao lado do meu irmão Marcos Wagner, psicanalista especialista em estresse e Burnout.

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